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domingo, junho 06, 2021

Uma mulher guerreira e forte


Hoje lembrei de você, Julia.

Na época em que esteve entre nós,
eu era a fotógrafa.
Por isso, quase não tenho fotos ao seu lado.

Ainda assim, lembro-me de cada clique
que fiz para manter sua memória entre nós.

Você foi uma guerreira.
Uma mulher forte.

Uma mulher que talvez nunca tenha ouvido falar em interseccionalidade
ou exclusão social,
mas que jamais se submeteu a elas.

Você sempre se rebelou.

Tanto que apelidou nossos vizinhos de
“os brancos”.

Na época, eu não compreendia completamente esse apelido.
Hoje entendo suas ações, seus enfrentamentos e sua leitura do mundo.

“Os brancos” podiam entrar nas casas dos pretos,
mas aos pretos não era permitido entrar nas casas dos brancos.

Essas lembranças me atravessam enquanto leio sobre interseccionalidade,
divisão de classes,
racismo
e o que hoje chamamos de marcadores sociais.

Você já enfrentava tudo isso
muito antes de existirem nomes acadêmicos para explicar.

E enfrentava com coragem.

Saudades de você.

Saudades da sua força.

Saudades da sua energia.

Saudades da sua cumplicidade.

Saudades boas.

Elda de Oliveira

Desnuda

             Do corpo à alma, me despi.  


                          Tocou-me minhas mãos.  


                                    Dormi.  


                                                     Sozinha.  


                                                                Sonhos e desejos abandonados.  


                                                                        Nua, sem desejos.  


                                                                                      Amanheci.

   

Elda de Oliveira

Mais natureza

Um pouco mais da natureza.
Um pouco mais dos humanos,
Um pouco mais da terra.
Um pouco mais do fruto da terra.
Um pouco mais de humanidade.
 


 

sábado, abril 24, 2021

domingo, abril 11, 2021

Apesar de tudo as flores florescem!

O vídeo é como se uma esperança brotasse em nossos corações.
Apesar de tudo, as flores florescem. 
Assim, vale a pena tentarmos. 
Mesmo enfrentando a Pandemia que tem levado os nossos queridos.
  


This from your garden. Congratulations!

 

domingo, dezembro 27, 2020

Cálice da vida



2020 morre
e, com ele,
morre parte de mim.

Morreu meu berço esplêndido.

Perdão.
Minhas emoções o assassinaram.

Nele estavam as indecisões
e a dor do óvulo infecundado.

Seu último pulsar
foi por amor.

Aquele amor que não o tocou,
mas o marcou.

Suas memórias continuam
em suas partes vivas.

E na difícil decisão
de mutilá-lo,
realizada com Amor.


Elda de Oliveira


quinta-feira, dezembro 24, 2020

Natal 2020

 


O Natal retoma o Nascimento de Jesus. 
Este dia é comemorado na maior parte do mundo, com festas.  Entretanto, nesse ano não podemos nos abraçar e trocar nossos presentes. Sendo assim, comemoramos o maior que temos em nós A VIDA.  Neste ano,  2020 tantos perderam suas vidas, devido à COVID-19. Tantos lamentos e choros, que a morte ficou “quase” banalizada. Assim sendo, nós que permanecemos vivos frente a pandemia permitamos que o AMOR reine na terra.

 Que os presentes dos reis magos: (o Ouro que simboliza o rei, - o Incenso que reconheceu a divindade e a - a Mirra – o humano que irá passar pela experiência da morte), possa ser relembrado em nossas vidas. Pois, somos os nossos reis e rainhas, somos as criaturas de Deus e iremos experimentar a morte. Dessa forma, a vida deve ser celebrada sempre.

 Celebro a vida com meus amigos, principalmente aqueles que gastaram horas comigo. Aqueles que estiveram comigo em momentos alegres e tristes. Aqueles que cuidaram de mim no momento de minha fragilidade.  Obrigada amigos por existirem. Obrigada por ser o meu Natal. Obrigada por permanecerem vivos. 

Amo a todos vocês.

FELIZ NATAL

Músicas Natalinas da Orquestra de Heliopólis

https://youtu.be/cgCvWj4YMoM

terça-feira, outubro 13, 2020

O meu amigo

 A vida nos transforma.

Uns se tornam rudes,

cruéis, insensíveis.


Cotidiano, máquina de transformar homens.

Capitalismo, moedor de amor.

Realidade, esmagadora de sorrisos.


Dinheiro, ladrão do amor,

ladrão da felicidade.

Imitador da felicidade.


Cotidiano de sonhos,

Capitalismo explorador de vidas.

Vidas se tornam produtos.


Produtos vendido a granel.


Para: JCMCO





terça-feira, setembro 29, 2020

Sonho meu

Tentando cantar e encantar:  Sonho meu


segunda-feira, setembro 28, 2020

Compulsividade que agride

Compulsividade que espanta. 

Se direcionada ao masculino

pensam ser amor de possessão.

Tento explicar, mas a situação piora. 

Em cada escrita ganha a compulsividade.

Sua aparição e o desaparecimento o outro.

O outro se espanta e ela ganha.

Essa inimiga invencível.

Quero matá-la. Assassiná-la.

Sou vencida por ela.

Prendo-me. Amarro-me.

Ela se desvencilha.  Vence.

Nesse processo compulsivo,

escritas são produzidas,

mas, os versos são apagados, também por ela.

Na busca de contê-la, sofrimento. 

Compulsividade, estonteante,

gritante, agressiva.

Sem educação.

Conduz-me a perder toda mesura feminina.

Prendam-a se for capaz.

Liberte-me da obsessão que, às vezes, aparece.

Enviam-me notinhas...

Por favor, não é a mim que deves esclarecer

É a essa sem classificação compulsividade.


sexta-feira, setembro 18, 2020

EE Charles de Gaulle

                                                



 

quarta-feira, setembro 16, 2020

Mudam-se os tempos, mudam-se os desejos

A vontade de andar de moto dele passou será que foi a tranformação do chão? 


 

 



Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 

muda-se o ser, muda-se a confiança,

tomando sempre novas qualidades.


Continuamente, vemos novidades, 

diferentes em tudo da esperança, 

do mal ficam-se as mágoas na lembranças,

e do bem (se algum houve), as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,

que já coberto foi de neve fria,

e, enfim, converte em choro o doce canto. 


E afora esse mudar-se cada dia, 

outra mudança faz de mor espanto,

que não se muda já como se soía.

Au: Luís Vaz de Camões.


Poeta!

Eu queria entender essas mudanças.

Não a transformação do chão de manto verde em neve;

mas, do amor ao odio e indiferença,

diferença, que em relação ao tratamento,

são desiguais e contraditórios.


Outros tempos você também escreveu:

"O amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que doi e não se sente,

é um descontentamente descontente,

é dor que desatina sem doer."


Então, digamos que o amor não existe?

Pergunto, pois hoje me perguntaram sobre o amor.

E o amor?

O amor. Que coisa de amor é esse?

Esse amor que querem que eu defina, 

com palavras, então uso as suas poetas,

mas quando me pedem a própria definição,

Eu me confundo toda. 

Então, cá estou te indagando, o amor...

O amor existe?


sexta-feira, agosto 14, 2020

Estudar durante a pandemia

Eu

Hoje, fazendo o curso de educação na saúde, da Faculdade de Medicina da USP.
Esse curso é maravilhoso. Tenho aprendido entre os muitos amigos médicos.
Aprendido que a enfermagem deve começar a fazer a mesma coisa.

sexta-feira, agosto 07, 2020

Sintra, Portugal


A sensibilidade do observador é encantadora.

quinta-feira, agosto 06, 2020

Estações


Aqui estamos novamente.
Sem saber o que somos.
Queremos.
A certeza das dúvidas.
Incertezas sem questionamentos.
Narrativas.
Oscilantes, estonteantes.
Sim ou não, quiçá seja real.
Unidos e sozinhos.
Acompanhados.
(Des) compromissados.
Respostas sem perguntas.
Caminhamos sem destino.
Sem tempo fixo.
No outono eras jovem e assíduo.
Jogavas com o espelho.
Tempo...
O inverno chegou.
Transformamos.
Continuamos.
Pares.
Para você JCMCO

terça-feira, junho 23, 2020

Trabalho doméstico - das mulheres

Lendo o livro de Angela Davis, Mulheres, raça e classe, da Editora Boitempo; 2019; me deparo com uma situação que as mulheres, ainda hoje, vivenciam - o trabalho doméstico. Este trabalho é imposo a mulher como seu de direito. Ela gasta horas limpando, lavando, cozinhando e cuidando dos seus entes próximos de uma forma infindável. Este trabalho visto somente quando não realizado por aqueles que  usufruem sem gastar tempo executando-o.

Em contato com mulheres jovens moradoras das regiões periféricas de São Paulo, elas tem se revoltado e se rebelado a esse papel que suas mães querem lhes atribuir. Fato que gera estresse tanto em suas mães como nessas adolescentes que se recusam a tomar para si esse papel.  Papel esse desempenhado pelas mulheres, e muitos homens usufruem desse trabalho sem se dar conta do milagre do feijão cozido à mesa.

Esse milagre atribui a mulher o que Lenin diz: " as insignificantes e mesquinhas tarefas domésticas esmagam, estrangulam, embrutecem e humilham [a mulher], aprisionam-na à cozinha e ao quarto das crianças e desperdiçam seu trabalho em uma lida brutalmente improdutiva, insignificante, exasperante, embrutecedora e esmagora". (Vladimir Ilitch Ulianov Lenin. Panfleto originalmente publicado em julho de 1919, apud Angela Davis).

Temos entao, que já se passaram anos e as adolescentes jovens ainda estão se revoltando desse papel esmagador que a sociedade quer atribuir a mulher. É hora de revisitarmos essa situação.

domingo, junho 14, 2020

COVID BABY BOOMER

Após a Segunda Guerra Mundial, entre 1946 e 1964, ocorreu na Europa o chamado “baby boomer”, marcado pelo aumento significativo da taxa de natalidade.

Nestes tempos de COVID-19, muitos já apontam para um possível novo boom de nascimentos.

Penso nessas futuras crianças como uma geração “COVID BABY BOOMER”.

A questão torna-se ainda mais preocupante nos países pobres, onde as desigualdades sociais foram intensificadas pela pandemia.

Revistas e reportagens já anunciam:

“Covid-19: sete milhões de gravidezes indesejadas em seis meses.”

Sem comentários.

O TEMPO PASSANDO...

O tempo.
Passa lentamente.
Passa despercebido aos desatentos.
O espelho mostra que ele passou.
O corpo tem as linhas dos fatos passados.
Ele sublinha cicatrizes marcantes.
Perdas e ganhos.
Ganho de peso, perda de orgãos.
Ganho de idade.
As fotografias. Ah! As fotografias.
Elas nos faz reviver lembranças.
Lembranças dos amados que partiram.
Pai, mãe, tias, irmãos, amores.
Quantas mortes.
Mortes ainda em vida.
As fotografias
Ela nos relembra do tempo.


As fotos são para relembrar daqui uns anos o tempo do afastamento social da era COVID19.

Testando  o pano.
Parece bom.

Revendo a forma








domingo, maio 31, 2020

O que faz os meus vizinhos durante a COVID?

Após um bom tempo de confinamento, alguns resolveram mostrar suas habilidades artísticas. Um homem abriu a janela e se pôs a cantar os clássicos. Cantou e cantou, assim como fizeram os italianos.  Olhando a habilidade do vizinho, na próxima semana um pianista, colocou frente à sua janela um microfone e tocou. Tocou todas as músicas que o ouço ensaiar todos os dias.  Vocês acham que os demais vizinhos ficaram dentro de suas casas para ouvi-los?  

Isso mesmo, não ficaram. Espantosamente, foram para fora aplaudir os artistas. Pediram bis, aplaudiram e acharam que estavam em um teatro na janela.  É não para por ai.
Temos as mães com seus filhos sem as aulas escolares. As mães com os filhos pequenos, pensam que estão em férias prolongadas. Elas colocam suas máscaras caseiras e vão no parque em frente à minha janela. Lá ficam assistindo as crianças brincarem. Todos os dias estão lá mães, pais e filhos no parque esperando o COVID-19 passar, e as crianças retornarem para os seus professores.

O subsíndico do prédio resolveu colher abacates. Pegou todos os abacates e saiu nas portas distribuindo. Tocou na minha porta, não atendi. Depois abri a porta é vi que havia deixado dois grandes abacates para mim. Já o síndico, resolveu me dizer que o banco não sinalizou o pagamento do meu condômino. Para dar esse aviso, pediu que o segurança viesse em minha porta para dar o recado. Óbvio, que eu fiquei brava e encaminhei um e-mail dizendo que em época de pandemia estamos utilizando os meios virtuais para nós comunicar.

Embora, com alguns desencontros os vizinhos estão se ajustando. Eles continuam cantando, levando os filhos no parque, saindo para correr como se o COVID-19 tivesse dado a eles a liberdade de ficar em casa alguns tempos fora das férias planejadas.  

domingo, maio 24, 2020

Valores para o final da pandemia

Me pediram para falar sobre o que espero no final da pandemia.
Então, espero o dito abaixo:




segunda-feira, maio 18, 2020

O que faço durante o afastamento social devido o COVID-19?

Iniciei vários projetos.

O primeiro Projeto. Estudar matemática no Khan Academy  Começei a estudar lá da primeira série e fui até ao 5 ano.  Fui assídua, fiz várias atividades para passar adiante. Projeto fracassado. Motivo: tinha que gastar muito tempo fazendo muitos e muitos exercícios para passar adiante.

Segundo Projeto. Fazer comidas simples, com poucos ingredientes mas saborosas.  Escrevi algumas receitinhas e compartilhei. Projeto fracassado. Motivo: minha listinha de mercado não era suficiente para abarcar as receitinhas. Se pudessémos ir livremente no mercado, provavelmente, o projeto teria continuado.

Terceiro Projeto. Reunião familiar todos os dias as 18 horas. Nesses encontros falaríamos do dia, leríamos um capítulo da bíblia, oravámos e finalizava. Projeto fracassado. Motivo: as pessoas chegavam no encontro com o pé para ir embora. Vinham todos com pressa e eu querendo dialogar. Além disso, a lider não podia ser contrariada.

Quarto Projeto (em andamento). Cantar, gravar e enviar ao grupo da família.  Cantei algumas músicas e enviei ao grupo da família. O projeto possui alguns resultados que pode ser confirmado com um vídeo no  Youtube com parte da família cantando. Link para o projeto: Convida20

Quinto Projeto (em andamento).  Minha amiga e eu vamos ler juntas pelo Hangout. O primeiro livro será do autor José Saramago, título "O conto da Ilha desconhecida".

Sexto Projeto (em andamento).  Fazendo ginástica aeróbica e localizada 03 vezes por semana que pode ser acessado pelo YouTube Em forma. É ótimo porque é uma robozinha.

Participação em Projeto (em andamento).  Gravar um podcasting sobre ação da enfermagem na COVID-19.

Bem, como visto, alguns projetos não estão indo adiante. Acho que eles não tiveram sucesso, pois tenho muitos trabalhos que exigem Atenção Plena.

domingo, abril 19, 2020

domingo, abril 12, 2020

CONFINAMENTO

Em tempos de confinamento,
descobrimos o valor dos bons amigos.

Mesmo distantes,
eles abrem suas casas pelas telas
e seguimos proseando pelas redes sociais.

Às vezes penso em como seria difícil
atravessar esse tempo sem essa possibilidade de encontro.

Seguimos.
Vamos em frente.

quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Na poesia a alma resiste ao corpo

Escrever é uma arte.
Escrever poema é desafiante. Ele busca a inspiração na alma.
A alma presa ao corpo deixa se manifestar pela poesia.
A mente então passa a buscar as experiências da alma.

O fato é que nem todas as experiências são dignas de se transformar em poesias. Às vezes, as experiências são dramas, tragédias, comédias.  Assim, as palavras são trazidas ao papel, somente aquelas que a alma libera, deixando a alma escapar da prisão do corpo.

Ela presa ao corpo não pode voar, voar perto aos que ama. Não pode caminhar perto de seu criador por sua prisão ao corpo doente e mortal.

Logo, sua fuga e se derramar e liberar-se no papel. Em cada poesia ela sai, ela vive, ela voa. É dessa forma que a alma sobrevive ao corpo mortal.

sábado, janeiro 11, 2020

Vinicius

Escrever é fugir da emoção.
Quanta verdade, diz Vinicius.
Escrevo buscando e me entregando ao amor.
Além de despejar nas palavras,
As dores daquilo que não pude ter.

segunda-feira, janeiro 06, 2020

Vivo morto

Volta janeiro, muda o ano e eu permaneço.
Permaneço com a expectativa do diferente.
Os homens reproduzem a igualdade nas diferenças.

Tudo igual. A chuva fininha na minha janela.

Ele ainda permanece no leito branco e gelado.
Cooptado pela igualdade de raça.
Vou até a janela espiar e lá está ele.
Morto.

Morreu para a vida.

Sua boca temporada não diz NADA.
Proibiram-no de dizer.
Apenas canta misérias do passado distante.

Suicídio?
Talvez.
A mesmice da vida não permite reconhecer,
Morte e vida se mesclam na mesmice.
Mataram-o.

sexta-feira, novembro 15, 2019

Passeio de domingo


Afinal, a vida não é só pesquisar. Nós da FMUSP passeando pela cidade nos caminhos que faziam as prostitutas dos anos de 1940, com uma historiadora e uma antropóloga nos acompanhando foi um ótimo domingo.



quinta-feira, abril 11, 2019

segunda-feira, março 04, 2019

Soneto XI: Pablo Neruda


TENHO fome de tua boca, de tua voz, de teu pelo,
e pelas ruas vou sem nutrir-me, calado, [Emudecido]
não me sustenta o pão, a aurora me desequilibra, [faminto]
busco o som líquido de teus pés no dia. [no cotidiano]

Estou faminto de teu riso resvalado, [invento amor.]
de tuas mão cor de furioso celeiro, 
tenho fome da pálida pedra de tuas unhas, [Tenho fome]
quero comer tua pele como uma intacta amêndoa. 

Quero comer o raio queimado em tua beleza, [da tua beleza morena.]
o nariz soberano do arrogante rosto, 
quero comer a sombra fugas de tuas pestanas [Quero comer tuas pestanas]

e faminto venho e vou olfateando o crepúsculo [em outras,]
buscando-te, buscando teu coração ardente [e nelas]
com uma puma na solidão de Quitratúe. [só encontro SOLIDÃO]

Soneto XXIV: Pablo Neruda

Assim anda o meu amor,  sem eu.
ANTES de amar-te, amor, nada era meu:
vacilei pelas ruas e as coisas:
nada contava nem tinha nome:
o mundo era do ar que esperava.

E conheci salões cinzentos,
túneis habitados pela lua,
hangares cruéis que se despediam,
perguntas que insistiam na areia.

Tudo estava vazio, morto e mudo,
caído, abandonado e decaído,
tudo era inalienavelmente alheia.

tudo era dos outros e de ninguém,
até que tua beleza e tua pobreza
de dádivas encheram o outono.

Pablo Neruda: Soneto XVII

Como afirmei, anteriormente, coloco os sonetos do livro - Cem sonetos de Amor, Pablo Neruda que me encantaram.

NÃO TE AMO como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo diretamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

senão assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


sábado, março 02, 2019

Meu Ano Novo

Hoje é o meu aniversário, liguei e enviei mensagens,
àqueles que estão compondo comigo,
a vida, a esperança e o dia-a-dia conflituoso.
de um país que destila desamor.

Mas, como hoje é meu aniversário,
reflito na vida e penso que isso se dá porque
as pessoas querem o que não lhes pertencem,então
querem o melhor do outro,  pois nada têm.

Vou vivendo plantando amigos, entre alguns
emergem inimizades ou desamor. Todavia,
estes também florearam minha existência.

Assim, sigo criando um jardim de flores
com diversas  cores, formatos e odores.
Sigo amando este jardim florido.


sábado, fevereiro 23, 2019

Vergonha

Estou refletindo como expressar,
a tristeza que me invadiu,
no momento em que Ele
recusou segurar as minhas mãos.

Minhas mãos que regam plantas,
mãos que cuidam dos doentes,
que preparam alimentos, e
alimentam os carentes.

Mãos fortes e macias, mãos
que cuidou de tantos que se foram,
Mãos que se estendem aos necessitados.

Mãos que já amparou Ele, mãos
que enxugou as lágrimas dele.
Mãos que nunca se negaram ao ato de cuidar.

Viagem à incerteza

As luminárias estabelecem-se no céu.
Raios de sol iluminam os mares.
Suas águas no vaivém
Silenciosamente se movimentam.

Danço no vaivém da água e,
com a melodia do vento,
que secretamente soletram
os desejos do seu coração.

Refém desses segredos, eu vou
percorrendo, canto a canto esse infinito,
na vulnerabilidade desse amor.

Tu apareces na margem nu.
Como um cravo a ser colhido.
Sem o motor vermelho pulsátil.

domingo, fevereiro 17, 2019

Almas perdidas

Um homem perdido,
ouve contos de fadas, criados e
contados por sua Nora,
que o detém com suas histórias.

Assombrando a noite dele, 

ela com sua palidez
narra seus contos de mentirinha,
petrificando-o nessa tortura.

Ele amedrontado,

esconde a cabeça no travesseiro
querendo dormir e apagar.

Ela deita ao lado dele e,
o seu corpo frio congela-o.
Acordam no Inferno de  Dante.

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Novas Aquisições



Terei muito com o que gastar o tempo.
Se eu ficar com vontade,
 postarei minha opinião a respeito dos livros.


quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Prova de vinhos

Sandra e eu
Alguns fotógrafos nos embelezam outros nos enfeiam... Acho que aqui fiquei "enfeiada".

terça-feira, fevereiro 12, 2019

De passagens

A chuva,
   o vento, 
       o sol, 
           a lua
               passam.

As paixões,

    os amores,
        as decepções
            passam.                       A vida 
                                                      e nós 
                                                         passamos.                                                           

quinta-feira, fevereiro 07, 2019

Troca

Ele rompia com as mulheres.
Em cada troca,
elas deixavam com ele,
 alguns pertences.
Vestidos. Casacos. Calçados.
Perfumes.  Acessórios.
Lentamente.
O guarda-roupa dele tornava-se feminino.
Preenchido totalmente.
Ele escolhe entre as peças, 
aquelas que lhes caem melhor
E sai.

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Hoje

Estava precisando morrer.
Por favor, não hoje, na minha frente.
Espere amanhã.
Se amanhar não precisar mais,
vamos tomar um sorvete.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Son of Saul – o filme

O filme é triste. Para assistir, dividi em dois momentos.  Escrevo essas linhas para reflexão.

A função do Saul era trabalhar no campo de concentração como “Sonderkommand”. Nessa função, executava as piores tarefas, tais como, acionar as câmeras de gás, colocar os corpos dos judeus na máquina de moer ossos e limpar as câmeras e máquinas.  Enquanto assistia, fiquei pensando na maldade do humano. O que o homem não foi capaz de fazer, ou é capaz de fazer, para se tornar superior. Creio ser por isso, que os alemães escondem essa atrocidade, presentes nas veias de cada um deles.  Fiquei pensando, como Deus cumpre as promessas. Ele prometeu a Abraão, que os judeus iriam se espalhar sobre a terra.  Embora, com todas essas atrocidades, este povo se mantém em pé. Além disso, não são pobres. Como dizia um judeu amigo para mim:
Os judeus venceram, mas para isso, uniram-se e lutaram para não serem exterminados da terra

Este judeu havia resistido ao campo de concentração. Ele tinha a marca que os judeus recebiam dos alemães. Alguns de seus parentes morreram nos campos de concentração. Ele também, fazia uma relação dos judeus com os negros. Ele dizia:
Os negros matam uns aos outros, os negros não se respeitam, os negros não se unem enquanto raça para mudar a situação social no qual se encontram.

Hoje, me aprofundando nas questões sociais e, nas dinâmicas realizadas pelos sujeitos para se sentirem superiores, concordo com a fala desse judeu. Fazendo uma relação do filme, principalmente, de Saul com alguns negro/as da atualidade, acredito que eles não fariam o mesmo. Do meu ponto de vista, pensariam apenas em salvar a própria pele. Não pensariam em rabino ou pastor, para uma oração no sepultamento do filho, dado que a morte naquele espaço, estava regularizada e simplificada. Penso que, alguns fariam como tantos outro/as, os quais viram as costas para suas origens e são cooptados pelo embranquecimento e classismo, com o objetivo de serem inclusos socialmente. 

Atualmente, está havendo um movimento social, em que os negros têm buscado a inclusão social e lutado pela dívida que a sociedade tem para com eles. Em vista disso, escuto afirmações, tais como, os negros querem privilégios. Se de um lado, há os negros que lutam pela inclusão social com justiça. Por outro lado, há os que rompem com suas raízes buscando mobilidade social. Inclusão e mobilidade  social questionáveis, dado que, trazem na pele o marcador social da diferença, independente do lugar que ocupam.  Como  mulher negra, acredito na transformação da sociedade.  Concordo com os profetas do tempo, um dia, "o povo do Norte pedirá abrigo ao povo do Sul," enquanto isso, vamos caminhando, buscando fazer diferença por onde andarmos.


segunda-feira, janeiro 28, 2019

Lembranças

Nós e os nossos sorrisos.

Morrer








Ontem foi o último dia do Sr. Vicente na Terra.

Hoje, ele desfruta de um segredo:
a morte.

Segredo pelo qual todos passaremos.

A morte é uma passagem individual
e inevitável.

Não escolhe raça, cor, idade,
classe social, local de moradia
ou país.

Viver é ter a certeza
de que a morte nos ronda.

quinta-feira, janeiro 24, 2019

História inacabada

Capa do livro do escritor de André Timm
Ele partiu prometendo voltar. 
Esperei uma notinha,
qualquer notinha.
Nada.
Chorei e chorei e chorei. 
Dores da alma se misturavam,
ao meu corpo.
Não compreendi Nada.
Tudo acabou, até as promessas.
De joelhos no chão agradeci.
Levantei e acabou.


Expressividade!


José Gallisa em Tosca

Fotos: Jörg Landsberg, Frank Fellmann

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Ricardo Tamura - um cantor que renasceu.


Nós brasileiros, pouco sabemos de quem nos representa fora do Brasil. Trago o brasileiro Ricardo Tamura que já pisou no palco do Metropolitan- USA.  Ele que comemora duas datas de nascimento, a última em outubro de 2018. Fiquei impressionada com sua história de vida. Ele me chamou atenção pelo fato de ter tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), em outubro de 2017 e, embora, com pequena sequela segue a vida. Quem quiser saber mais acesse Como venceu a morte.  Atualmente, Ricardo Tamura vive na Alemanha, cantando em diversos Estados. Nesta foto, aparece ao lado de José Gallisa, onde atualmente está fazendo a ópera Tosca. Primeira apresentação, desde o AVC, teatro em que começou sua carreira na Alemanha (Osnabrück).   

Estes cantores estão em outros países, trazendo alegria com suas vozes, enquanto nós os brasileiros, sem ouvi-los, por falta de investimento na cultura.  Abaixo deixo um vídeo para que possam ouvi-lo, uma linda voz que nós os brasileiros estamos perdendo.




Parabéns às enfermeiras/os e médicos/as alemães pelo cuidado.  A enfermagem é uma profissão mal reconhecida, todavia, tão singular, quando não conseguimos fazer nossas necessidades básicas. Apenas quem já precisou desse cuidado reconhece o valor da profissão. Tamura em seu depoimento reconhece a profissão.  Ricardo Tamura é um pessoa que podemos ter como exemplo para trabalharmos com pessoas/pacientes que sofreram o mesmo, todavia, tem medo de seguir a vida. 


Sucesso Cantor!

quinta-feira, janeiro 17, 2019

Amanhã sou outra.

Hoje, utilizei vários recursos para expressar - uma emoção,
ou quem sabe uma dor, ou quiçá um amor rompido.
Li livrinhos de autoajuda; promessas bíblicas,
Textão no google,  mensagens dos amigos,
Minha impressão dessa expressão,
é sua inexpressividade, em palavras.
As palavras não querem se unir,
para dar sentido as emoções.
Emoções que, muitas vezes, levam à tristeza,
Quero apagar este passado tão presente.
Tornar este presente passado, e
o futuro chegar com o Novo.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

O rebente do amor

Eu queria ser poeta.
Escreveria sentimentos.
Descreveria o amor,
lhe daria som, cor, cheiro e textura.
Seria o amor responsável pela felicidade?
Seria culpado pela infelicidade?
Alguns dizem que amam,
mas matam em nome do amor.
Outros, na tempestade fogem.
Amor, promessas do que não se têm!

Parafraseando: Barbara Stok do livro Vincente van Gogh



Elda de Oliveira


terça-feira, janeiro 15, 2019

"As Canções Que Você Fez Para Mim" Maria Bethânia



O destino, muitas vezes, tem dentes de tubarão; mas, 
a vida é um cristal.

domingo, janeiro 13, 2019

quinta-feira, janeiro 10, 2019

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Bug Jargal



A ópera conta um pouco da história dos negros.
É encantadora. Parabéns aos cantores.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

Ao meu amor!

Como criança fico na janela.
Olho aos passantes apressados.
Entre eles espero você.
Com malas vazias, coração vazio
Pronto para ser preenchido por meu amor.

Adverti o meu coração, para não me trair
Coração ambivalente.
Ensinei-lhe a amar
Sem nenhuma condições.

Te espero:
Nas noites nos sonhos.
Na janela
Nas redes sociais.
Sempre te esperando.

domingo, dezembro 30, 2018

Grupo de 2018 e que continue em 2019

Natal na FMUSP
Grupo da FMUSP

Com este grupo de pessoas tenho aprendido. No Centro ao meu lado, Márcia é a líder, como professora da FMUSP tem contribuído ao nosso crescimento, nos unindo em torno de um objeto de estudo: a abordagem da interseccionalidade. Que venha 2019 e muitos papers e publicações possam ser realizadas. Sucesso a nós.

sábado, dezembro 29, 2018

Pensando

Há uns seis anos atrás, chorava pela partida da Julia. Tantos não entenderam a minha dor. Eu finalizava o doutorado e ao mesmo tempo tive que entender e aceitar a perda dela. Entre esse evento, uma pessoa que dizia me amar, no céu e no inferno, me enviou para o inferno das lágrimas solitárias e da perda para a morte de Julia.

Tenho saudades, mas ao mesmo tempo sei que temos na vida um tempo determinando. Nesse tempo, temos que fazer aquilo que nos agrada, viver com quem nos respeita e amar muito. Eu vivo a vida procurando o amor. Aquele amor bíblico de 1 Corintios 13, mas não encontro o amor de perdição...

Estamos vivendo dias perturbadores. Dias em que não sei em quem poder confiar. Dias que são ruins nos relacionar, então, muitas vezes, fico sozinha frente a este computador, escrevendo escondidinho ao mundo. Escondidinho porque não penso em me tornar famosa por escrever um blog, mas penso em não gastar papel e lugar na estante por registrar meus pensamentos.

terça-feira, dezembro 25, 2018

mi mi mi de natal

Como todo ano, venho aqui postar sobre o natal, final de ano e felicitações. Este Natal foi diferente. Tive um encontro comigo mesma. Sentei a minha frente. Tive um longo diálogo a respeito dos sujeitos sociais passantes, ficantes e permanentes. Neste diálogo, percebi que quando sentamos a nossa frente, solicitamos apenas o que é possível. Não tem grandes expectativas porque sabemos nossos limites, mesmo nós alongando.

Foi um tempo bom, ninguém solicitando para que eu ande mais rápido ou mais devagar. Ninguém me chamando para botar a mesa, tirar a mesa, sorrir, falar ou parar de falar. Vez ou outra o celular me chamava, mas eu pude decidir se atender ou não.  Parece egoísmo, mas hoje as pessoas gostam de nós implicar naquilo que é importante para elas.

Gosto de pessoas. Não quero sempre ser eu mesma sentada a minha frente. Todavia, busco aqueles que me respeitam e eu posso acreditar nesse respeito. Nesses últimos tempos, não foram tempos fáceis. Passei por fases de lamentações, exaltações e felicidades. Ainda bem que tudo passa.
Dizem que podemos voltar no tempo, eu queria voltar e arrumar coisas pendentes.

A vida me parece circular assim como o ano. De 12 em 12 meses todos se alucinam com viagens, compras e comilanças. Eu particularmente, queria uma pilula para sentir-me satisfeita e jamais ter que limpar cozinha, uma prática nada salutar, mas necessária. Como já fazia e me aprofundei no minimalismo, essa prática torná-se mais fácil.

Assim, finalizo o dia do Natal. Aqui frente a esse computador, escrevendo e pensando o que colocar em um plano didático-pedagógico sobre saúde mental da juventude e suicídio.

quinta-feira, novembro 22, 2018

Bohemian Rhapsody



Simplesmente, extraordinário. Esse homem foi a frente dele até mesmo na bissexualidade.
Que triste que a AIDS cortou sua vida. Se essa pequena biografia foi sensacional e muito doida, eu imagino o que não foi sua vida. Eu se fosse a Mary o aceitaria com toda bissexualidade; então, todos os parâmetros estruturais estariam rompidos e seriam, ainda mais, além do tempo.

Esse filme me fez lembrar o cantor...☺


domingo, novembro 18, 2018

"Antes de qualquer coisa, a existência é corporal"

quinta-feira, novembro 15, 2018

Bem Vinda


Houve um tempo

Em que éramos amadas,
Tempo que sentíamos os abraços.
Abraços que acolhiam

Os sonhos.
Neles tornávamos mais amáveis,
Construtores de futuros.

Houve o tempo.
Que os humanos eram bons,
Que construíam realidades,

Houve esse tempo...

domingo, novembro 11, 2018

Blue Jay

Diretor: Allex Lehmann
Escritor: Mark Duplass
De 2016
  • SINOPSE
Dois ex-namorados se encontram na cidade onde passaram a adolescência e cursaram juntos o ensino médio. Nesse período, foi quando ela ficou grávida e ele por imaturidade não quis responsabilizar-se pela gravidez. Ela então, faz aborto e segue a vida. Passado o tempo, ambos se encontram e refletem as decisões tomadas e as influências da decisão na vida dos dois. Pelo que parece, os dois não estão satisfeitos com a vida atual. 
Filme que retrata a vida e as escolhas que fazemos. Toda história se dá entre um casal fazendo reflexões sobre o passado, mas vivendo o instante, de forma apaixonante. Eu li algumas criticas sobre o filme, parece que alguns não conseguem ver beleza na simplicidade. Parabéns a todos que participaram do filme, de uma forma simples conseguiram tocar no profundo, as nossas decisões.

O ator  Mark Duplass tem um rosto singelo e caiu super bem pra ele o papel que realizou. Sarah Paulson já não tem um papel tão singular como Mark. De meu ponto de vista, Mark foi o que deu no filme a singularidade da simplicidade e beleza.  Vale a pena assistir.


sexta-feira, novembro 09, 2018

A luz e velas

Uma maneira fácil de fazer três coisas ao mesmo tempo: luz, aconchego e cheiro. Contudo, como nada é perfeito corre-se o risco de pegar fogo em tudo...
Isso me lembra a nossa própria vida.

terça-feira, novembro 06, 2018

Recordando


Oggi, mi sonno ricordato di te.

Di Lorenzo: Lago di Como

Nell viaggio, "non fidatevi delle stramaledette prevsioni del tempo"

domingo, novembro 04, 2018

Cantinho´s


Tempos modermos

O tempo em que vivemos, não está fácil, principalmente, para nós que moramos em um país que foi colonizado para exploração, e, ainda hoje, não conseguiu romper com ações de explorações, seja interna ou externa. Adicionado a esse fato, existe o consumismo e o individualismo exagerado midiatizado como uma religião. Nessa direção, as pessoas buscam se individualizar, com produtos que lhes deem prestígios. Estes prestígios não diferem se beneficiarão o próximo ou se irão encaminhá-los para o abismo.

Na Universidade isso não é diferente, de professores universitários, que já estão em evidências, à alunos de iniciação científicas, todos querendo o primeiro lugar. Triste é que há espaço apenas para um no primeiro lugar, todos os que participaram para que o trabalho fosse realizado, são desprezados e ignorados, inclusive, para o momento de oferecer parabéns. É uma triste realidade de nossa época.

É necessário entender, não há quem vença sozinho, o trabalho é grupal, é cooperativo. Pesquisadores, alunos, cientistas e pais precisam ensinar aos seus seguidores que o sucesso se faz em grupo. Inclusive, homens e mulheres que são parceiros, maridos, cônjuges, relações afetivos - precisam entender o valor da parceria, e valorizar o outro, para além do corpo.

Arte do João