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quarta-feira, setembro 16, 2020

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 

muda-se o ser, muda-se a confiança,

tomando sempre novas qualidades.


Continuamente, vemos novidades, 

diferentes em tudo da esperança, 

do mal ficam-se as mágoas na lembranças,

e do bem (se algum houve), as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,

que já coberto foi de neve fria,

e, enfim, converte em choro o doce canto. 


E afora esse mudar-se cada dia, 

outra mudança faz de mor espanto,

que não se muda já como se soía.

Au: Luís Vaz de Camões.


Poeta!

Eu queria entender essas mudanças.

Não a transformação do chão de manto verde em neve;

mas, do amor ao odio e indiferença,

diferença, que em relação ao tratamento,

são desiguais e contraditórios.


Outros tempos você também escreveu:

"O amor é fogo que arde sem se ver,

é ferida que doi e não se sente,

é um descontentamente descontente,

é dor que desatina sem doer."


Então, digamos que o amor não existe?

Pergunto, pois hoje me perguntaram sobre o amor.

E o amor?

O amor. Que coisa de amor é esse?

Esse amor que querem que eu defina, 

com palavras, então uso as suas poetas,

mas quando me pedem a própria definição,

Eu me confundo toda. 

Então, cá estou te indagando, o amor...

O amor existe?


sábado, fevereiro 23, 2019

Viagem à incerteza

As luminárias estabelecem-se no céu.
Raios de sol iluminam os mares.
Suas águas no vaivém
Silenciosamente se movimentam.

Danço no vaivém da água e,
com a melodia do vento,
que secretamente soletram
os desejos do seu coração.

Refém desses segredos, eu vou
percorrendo, canto a canto esse infinito,
na vulnerabilidade desse amor.

Tu apareces na margem nu.
Como um cravo a ser colhido.
Sem o motor vermelho pulsátil.

domingo, fevereiro 17, 2019

Almas perdidas

Um homem perdido,
ouve contos de fadas, criados e
contados por sua Nora,
que o detém com suas histórias.

Assombrando a noite dele, 

ela com sua palidez
narra seus contos de mentirinha,
petrificando-o nessa tortura.

Ele amedrontado,

esconde a cabeça no travesseiro
querendo dormir e apagar.

Ela deita ao lado dele e,
o seu corpo frio congela-o.
Acordam no Inferno de  Dante.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

O rebente do amor

Eu queria ser poeta.
Escreveria sentimentos.
Descreveria o amor,
lhe daria som, cor, cheiro e textura.
Seria o amor responsável pela felicidade?
Seria culpado pela infelicidade?
Alguns dizem que amam,
mas matam em nome do amor.
Outros, na tempestade fogem.
Amor, promessas do que não se têm!

terça-feira, julho 31, 2018

Abrasco 2018

Mesa redonda: Uma leitura interseccional do cuidado [...]
Para saber o que rolou na mesa: visite o blog desafiosatuais.blogspot.com

quinta-feira, dezembro 14, 2017

SIMPREV_FMUSP_2017

Na Faculdade de Medicina _FMUSP têm um momento bem interessante. Neste momento, os mestrandos e doutorandos expõem suas pesquisas, são debatidos sobre o objeto do estudo, as vezes, têm conflitos, mas é um momento bom. Esse foi um momento de descontração, momento do café para logo em seguida; discutirmos o Sistema Único de Saúde e os problemas que o Brasil tem enfrentado em suas desigualdades sociais.
 Algumas fotinhos para marcar o momento especial.
 Afinal, o tempo passa, vamos envelhecendo e as coisas que gostamos são aquelas levaremos para sempre no nosso coração.


Curtindo o tocador

Perto de dançar...

Faltou o som na foto... Srº Google

Faltou o lance de descer a escada

sexta-feira, dezembro 30, 2016

Resumindo 2016

Conheci algumas pessoas interessantes e que fizeram diferença na minha vida. A primeira foi Olinda Ruiz que me introduziu um tema de pesquisa e me apresentou a Márcia Couto. Essa última,  abriu a porta para o pós-doutorado na FMUSP. A partir delas foi possível chegar à interseccionalidade. 
Conseguimos realizar duas publicações, resultado do doutorado. As duas publicações em revistas indexadas, revisadas por pares e com classificação B1 e A2. Isso é bom.
Acompanhei o desenvolvimento dos alunos na saúde coletiva em duas faculdades particulares. Infelizmente, ainda não consegui entrar em uma universidade não particular. Continuo na batalha.
Frequentei ao grupo de pesquisa, não assiduamente.  Estava e estou me ocupando de um outro objeto de estudo.

Congregar com alguns era um dos objetivos de 2016. Este objetivo foi alcançado, embora minha participação é tímida.

Consegui trazer alguns amigos que estavam longe para perto, ainda que, às vezes, eu os coloque longe de mim.

Bem, somente essas coisas posso tornar pública. Várias outras coisas sucederam, mas somente minhas memórias a beira leito pode saber.


Obrigada a todos os que fizeram parte da minha vida neste ano. Foi um ano bom. Um ano de pequenas conquistas. Considera que aos poucos consigo chegar na finalidade da existência.

O professor Clóvis de Barros diz que a finalidade da existência é a felicidade. É o existir para ser feliz em sintonia com o universo, considerando o pensamento grego. Levando em consideração esse raciocínio – estou cooperando para o universo caminhar em harmonia.

domingo, maio 18, 2014

Insensates

Gosto muito dessa música. Ela canta o Amor. O amor é somente para quem tem coração. Homens brutos não sabem amar. Amam com insensatez ou na verdade confundem emoção com Amor. Ah... Eu sou uma eterna apaixonada pelo Amor. Quero morrer amando ou morrer de Amor.


quinta-feira, abril 11, 2013

A Realidade

Que difícil a realidade que se apresenta nesse momento. 


domingo, dezembro 23, 2012

Natal com os anjos

Gozzoli, Benozzo.

A todos feliz Natal.
Esse ano perdi uma companheira.
Com certeza foi recebida no céu com todos os anjos,
 rodeando-a saudando pelo cumprimento da missão na terra.
Nós, vamos marchar a frente para também cumprirmos nossa missão.
 


quinta-feira, outubro 04, 2012

Dilemas Sociais

Se tornar público os problemas resolvesse-os na contemporaneidade não haveria mais problemas. No entanto, me parece, que a públicidade dos problemas da vida diária está fazendo com que os seres humanos tornem-se frios, sem compaixão. Existem alguns que julgam os demais por acreditarem que estão sempre certos. Eles partem do pressuposto de suas verdades e a partir daí colocam todos os demais humanos nesse julgamento, que chego a pensar ser amoral.
Parece assunto desconexo quando digo contemporaneidade, publicidade, certezas e amoral. Todavia, todos os dias tais palavras me cercam e penso sobre elas. Mas... Porque será que torno isso público? A resposta que tenho é - muitos vivem tais dilemas, que chego a chamar de:  dilemas sociais, parentais, amigais ou seja lá o que quiserem dar o nome.

domingo, outubro 03, 2010

Belo Belo

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo — que foi? passou — de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, e dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos.

Não quero o que a terra só dá com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.

Não quero combater,
Não quero ser soldado.

— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.


Manuel Bandeira


Gostaria de calar

As aberrações diurnas.
Silenciar as empilhadeiras
Desconstruir o prédio ao lado.

Aumentar o volume do silêcio
Sentir a  Mata Atlatinca
No pequeno espaço reservado.

Gostaria de calar

Elda Oliveira



terça-feira, setembro 01, 2009

Solidão na terra. Festa no céu

Um anjo novo chegou ao céu
Todos os outros se levantam e anunciam
Chegou! Chegou mais um escolhido
No céu uma festa
Cantam! Oferecem um novo nome
Festejam
Na terra. Choramos!
Não desejamos a partida...
Tão sozinha partida!

domingo, agosto 02, 2009

Autobiografia

Henri Matisse

Como se descrever!
Não sei o que sou nem como sou
Eu sei que vivo e amo.

Sou aquela que chora e te vê sorrir
Que se inclina para que tu te ergas
Aquela que cedeu ao ver-te amar

Sou a que aprendeu com as verdades
Aquela que descobriu a liberdade
A insubmissa do Amor.

Busco as verdades ocultas
Verdades temidas e incertas
Pouco conhecida dos homens.

Busco interesses escondidos
Procuro os discriminados
Atribuo valor aos desconhecidos.

Tenho a liberdade de perder
A dor e o medo caminham ao lado
Não escondo minhas lágrimas.

Cumpro alguns Regimes
Dos amantes racionais
Que segredam sonhos.

Sou amada
Sonhadora realista
Que possui um ideal...

Sou mulher!
LaluSol

quarta-feira, julho 29, 2009

Cântico III

Wassily Kandinsky

Meu amor!
Como é linda a tua face.
O teu olhar incendeia-me
Suas pérolas enfeitam tua boca
O teu sorriso clareia a noite
A sua voz levanta o Sol.
Os seus cabelos retomam Kandinsky.
Ah! Quem me dera fosse adorno
Seria uma Aliança.

.

terça-feira, julho 28, 2009

Cântico I e II

.Eu sou a rosa
Apanhai-me; assopra-me
Para que os meus aromas destilem
Leva-me. Desejo a sombra.
Abre-me. Gotejo doce aroma
Deixe-me sentir as tuas mãos
Exale o meu perfume
Beije-me. Sustentai-me com seus beijos
Sustentarei com meus aromas.



Acordai-me!
Despertai-me todas as manhãs.
Mostra-me a tua face
Beije-me doce ao paladar
Abraça-me com suas mãos.
Faze-me ouvir a tua voz
Enleves o Amor.
Levanta-me a gotejar aromas
Despi-me aos seus pés.

.

quinta-feira, julho 16, 2009

Flechinha do cupido













Vamos fazer a roda, vamos dançar
Menino fora menina dentro
Gira como relógio para dançar
Todos girando pra fora e dentro.

Agora em pares para começar
Meninas com mesuras ao centro
Lança a flechinha para alcançar
Menino sem coração dentro.

Flechinha certa; menino certo
Coração feito menina dentro
De mãos dadas vão namorarem.

Menino com coração aberto
Menina ocupa o centro
Sutura feita menina dentro.
.

segunda-feira, julho 13, 2009

Escolha

.
Homens
Quem fez a arte?
Criador ou Anjo.
.

O beijo


Que todos artistas
Em todas as artes
Expressem a singularidade de Beijar!
.
Que os humanos
Em todos os beijos
Faça-os como arte!