![]() |
| Nós do CEES |
![]() |
| Eu envelhecendo |
![]() |
| Eu e Ieda |
![]() |
| Nós do CEES |
![]() |
| Márcia, Bruna, dog e eu. |
![]() |
| Márcia e eu |
![]() |
| Ele e eu |
![]() |
| Eu e Eliane |
Enfim, o ano finaliza.
Vejo o tempo passar,
e alguns permaneceram durante o ano.
Mas continuamos vivos.
Vamos celebrar a vida
e a saúde.
Essa é a maior dádiva
que possuímos.
Eu gostaria tanto de entender a mente humana.
Entender os significados das ações
como quem percorre um livro lentamente.
Não simpatizo com a psicologia de muitos psicólogos atuais.
Parece que todos desejam oferecer respostas rápidas,
sem sequer terminar a leitura da dor do outro.
Vejo os anos passarem.
Vejo meus cabelos brancos nascerem
enquanto continuo tentando compreender a vida
e seus significados.
Essa música me foi apresentada,
e eu também me pergunto:
onde foi que tudo deu errado?
A dor daquele momento jamais passou no meu tempo.
Eu estava perdendo aquela que mais amava,
aquela que me trouxe à vida,
enquanto alguns me destratavam
como se nada estivesse acontecendo.
Hoje escrevo e percebo
o quanto foi doloroso.
O quanto me faltou um abraço verdadeiro.
O quanto me faltou uma mão
que me segurasse
e me desse força.
Ontem eu falava com ela.
Hoje, sua matéria desfez-se na terra.
Ontem eu o amava.
Hoje, vejo-o nos braços de outra.
Ontem eu o desejei.
Hoje, descubro sua homossexualidade.
Vida...
Viver é esquisito.
Ou será que o esquisito
está em nós?
Que sentido existe em tudo isso?
Vamos passar.
Vamos nos desmaterializar.
Assim me sinto.
Talvez Henri de Toulouse-Lautrec tenha sentido algo semelhante
no instante daquela pintura.
![]() |
| O ambiente - Toulosse Lautrec |
Essa foto carrega nostalgia.
Parece um quadro pintado pela própria natureza,
ainda que tocado discretamente pelas mãos humanas.
Os diferentes tons de azul do céu e do mar
revelam uma beleza difícil de explicar.
Às vezes penso no quanto tentamos reproduzir essas cores,
aproximando-nos da perfeição criada por Deus.
Foto da Márcia Mayo.
Elda de Oliveira
A gente não vai a amiga nos envia as belezas do mundo.
Estava eu passeando pelas redes sociais quando me deparei com a notícia de que o escritor Machado de Assis e sua obra Dom Casmurro tiveram uma explosão de vendas na Amazon após a influenciadora Courtney Henning Novak comentar sobre o livro.
Courtney realizou o desafio “Read Around the World”, buscando ler escritores de diferentes países. Sua fala repercutiu entre os seguidores, viralizou na internet e chegou à mídia. É interessante perceber como o colonialismo ainda ronda a produção e a validação do conhecimento - neste caso, atravessado pelo olhar norte-americano.
Penso que quem mais perde são aqueles que limitam o conhecimento às fronteiras do Norte Global, deixando de acessar a riqueza literária produzida em outras partes do mundo. A literatura brasileira sempre esteve aqui, potente e complexa, aguardando leitores dispostos a atravessar fronteiras culturais.

Assistindo uma aula da pesquisadora Londa Schiebinger, da Stanford University:
![]() |
| Fonte: Aula da Elsevier Mais sobre a professora: University |
Tive acesso a essa informação assistindo a aula da professora que falou sobre as fotografias e o racismo. Em uma rápida busca na internet ví alguns artigos: Sob a luz tropical: racismo e padrões de cor da indústria fotográfica no Brasil O texto traz a descoberta dos fotógrafos ao clicar sobre a pele negra, usando a KODAC. https://revistazum.com.br/revista-zum-10/questao-de-pele/ "Independentemente da calibragem configurada para imprimir as fotos, a reprodução de peles mais escuras apresentava uma coloração indistinta, pálida, ou tão próxima do preto que só o branco dos olhos e dos dentes exibia algum detalhe. "
" Shirley e suas companheiras"
"As Shirleys não eram um fenômeno isolado. As Moças das Cores (ou Color Girls) da televisão e as China Girls do cinema (também conhecidas como “bonecas” ou “cabeças de moças”), sempre de pele clara, determinaram por décadas o padrão de balanceamento de cores."
As pesquisadoras não são mulheres negras gritando que não aparecem bem nas fotografias. Mas, fotógrafos e pesquisadoras brancas e/ou pretas que discutem a paleta de cores na fotografia, onde o padrão da pele clara estava "codificado na materialidade da emulsão de filme analógico". Esse fato merece mais conhecimento. Eu pasmei porque eu não consigo ser apreendida na foto que o mercado livre solicita para que possamos realizar as compras no site. Já tentei diversas vezes, mas ele não me reconhece, solicita mais luz.
Silêncio.
Sons apenas dentro da minha cabeça.
Às vezes, as vozes dos cachorros.
Não.
Não foi uma escolha.
Foi o destino que silenciou.
Dialogo com autores
que também foram silenciados.
Tantas conjecturas atravessam minha mente.
Com quem expor tais ideias?
Penso, ensimesmada.
Pela telinha, vejo o mundo desaguando.
Que medo.
Na verdade, não medo.
Tristeza.
O homem roubou o espaço da natureza.
E ela parece revoltada.
Quer de volta aquilo que lhe pertence.
Minha maior preocupação
é pensar nos espaços que já tomei
- ou naqueles que deixei de ocupar.
O melhor talvez seja permanecer quietinha,
observando a natureza se revoltar
contra o homem
que roubou seu espaço.
Rio Grande do Sul.
Enchentes.
2024.
Elda de Oliveira
Hoje resolvi voltar aqui
para revisitar os velhos tempos.
Os blogs parecem ter ficado no passado,
mas ainda guardo este espaço
como um diário de bordo da minha existência.
Aqui repousam meus desejos,
sonhos
e pensamentos.
Enquanto isso, seguimos vivendo
uma dura realidade no Brasil.
Um Brasil dengoso.
Epidemia de dengue.
Elda de Oliveira