Ontem eu falava com ela.
Hoje, sua matéria desfez-se na terra.
Ontem eu o amava.
Hoje, vejo-o nos braços de outra.
Ontem eu o desejei.
Hoje, descubro sua homossexualidade.
Vida...
Viver é esquisito.
Ou será que o esquisito
está em nós?
Que sentido existe em tudo isso?
Vamos passar.
Vamos nos desmaterializar.
Assim me sinto.
Talvez Henri de Toulouse-Lautrec tenha sentido algo semelhante
no instante daquela pintura.
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| O ambiente - Toulosse Lautrec |
Elda de Oliveira
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