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domingo, maio 24, 2026

Entre a Brutalidade e o Suave

Eu não consigo partilhar meu coração com ele.

A ingratidão da vida o endureceu
a ponto de já não enxergar o suave.

As dores sofridas ao se aproximar do outro
fizeram dele bravura.

Não a bravura da conquista,
mas a da agressão, da violência e da exclusão.

Violência que reina entre os transeuntes
da tão paulista São Paulo.

Eu ainda acredito na leveza
e na resiliência.

Tão ausentes nesta cidade
cinzenta e apressada.

O silêncio é quase morte
para os que precisam falar o tempo todo.

E eu continuo acreditando
na transformação.

Elda de Oliveira

sábado, maio 02, 2026

Finalização do PET EQUIDADE.

 

Aqui a equipe do PET-Equidade.


Não sei porque faço tanto bico pra falar....
Eu não estou na foto maior porque estava com dor de barriga e tive que ir embora...risos

Mas foi um bom final.

terça-feira, março 10, 2026

2026 - Mudanças

Eu mudei de década.

Fiquei mais sênior...

É bom ver que o tempo está passando
e nós seguimos caminhando com ele.

Envelhecimento...

Bom envelhecer é perceber que
fizemos o que desejávamos
e criamos aquilo que um dia elaboramos.


Elda de Oliveira

sábado, junho 21, 2025

Natureza

 








Flores,
não de plástico.

Flores que morrem.

Lindas.
Cuidadas.
Distantes.

Aqui, sem cheiro.
Lá, cheirosas.

From: João

quarta-feira, maio 07, 2025

Rio Grande do Sul













O Sul que resistiu.
 

segunda-feira, janeiro 13, 2025

sábado, janeiro 11, 2025

NEGRAS LÍRICAS

Esse é o título do livro que acabei de ler. A obra aborda a trajetória de duas cantoras líricas negras: Joaquina Maria da Conceição Lapa e Camilla Maria da Conceição. O livro foi escrito por Sérgio Bittencourt-Sampaio, publicado pela 7Letras, no Rio de Janeiro, em 2010, e possui 174 páginas.

Quando comprei o livro, imaginei que encontraria principalmente uma narrativa biográfica sobre a vida das duas cantoras. Entretanto, o autor amplia a discussão ao abordar a música lírica no Brasil e o processo de inserção dessas mulheres negras em um espaço historicamente elitizado e excludente.

Ao longo da obra, também são evidenciados diversos aspectos racistas presentes na sociedade brasileira da época, revelando como o preconceito atravessava a arte, os espaços sociais e o reconhecimento dessas artistas.

A seguir, deixo alguns trechos do livro que me chamaram atenção por evidenciarem conteúdos e discursos racistas daquele período.

Página 61

"A terceira actriz chama-se Joaquina Lapinha. É natural o Brasil e filha de uma mulata, por cujo motivo tem a pele bastante escura. Este inconveniente, porém remedeia-se com cosméticos. Fora disso, tem uma figura impotente boa voz e muito sentimento dramático."

"O naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, durante permanência na província de São Paulo (começo o século XIX), delarou que, no teatro local, os atores, na maioria mulatos, eram artesões, e as atrizes, prostitutas."

O autor narra na pagina 62, primeiro parágrafo que "a pele escura era tida como defeito."

Esses dizeres encontrei enquanto ele escrevia sobre Lapinha.  

Ao retratar a Camilla Maria da Conceição não anotei frases, mas acredito que foram menos.

Essa leitura me clareia o que ainda temos na sociedade brasileira, quando olha para o negro. Para essa sociedade o negro deveria ainda estar submisso aos caprichos dos brancos. Entretanto, os negros estão sobressaindo, estudando, trabalhando em locais de destaque. Mas, muitos ainda estão no submundo. O negro que ascendeu, ainda busca o clareamento. Isso é triste.