A vida vai passando pela janela.
Tecendo em branco e preto o dia-a-dia.
Café da manhã, almoço, jantar.
Todos os dias são tecidos assim.
Um perfume agradável adorna a casa.
Uma tapete enfeita um cantinho.
Uma poltrona nos aquece na leitura.
O tic tac do relógio vai lentamente.
As vezes, sozinha.
Outras vezes, acompanhada.
Vejo os dias passar vagamente.
Neste vagar do tempo, penso na vida.
Ao debruçar-me sobre o pensamento.
Desalinho o cabelo já desalinhado.
Não olho no espelho, mas percebo.
O tempo está correndo no meu corpo.
Vida.
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domingo, junho 03, 2018
segunda-feira, março 12, 2018
quinta-feira, janeiro 18, 2018
segunda-feira, janeiro 08, 2018
Ilha do Cardoso
| Árvore Gigante e eu! |
| Eu! |
A Ilha do Cardoso é um lugar paradisíaco. Neste lugar as pessoas retornam a paz e desaceleram.
Estou aos poucos retomando as fotografias que tanto fizeram parte da minha vida. Depois colocarei mais fotos, porque ainda não as tenho. Tirei com a máquina de uma amiga. Deixo apenas um pouquinho de lá.
domingo, dezembro 31, 2017
sábado, dezembro 30, 2017
Para você
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O beijo na
cama, de Henri De Toulouse-Lautrec, 1892.
Você estrela da minha vida.
Brilhou e me iluminou;
Irradiou-me de felicidade.
Seus toques, sua voz, sua ternura,
Todos estão em mim.
Todos estão em mim.
Seguirá comigo por onde quer que eu vá.
Por mais que meus olhos não te vejam.
Cada momento é revivido e revisto.
Cada momento é revivido e revisto.
Um dia acontecerá.
Reviverá.
Reviverá.
Sua presença tímida me exalta.
Eu só posso dizer:
Eu te amo!Feliz Ano Novo.
Último sábado de 2017
Choveu o
tempo todo.
A chuva limpava nossos telhados.
Levou para os rios as sujeiras
que fizemos no ar.
Resumir um ano é o mesmo que fechar um capítulo da tese.
Dependendo do objetivo os capítulos vão sendo escritos.
O meu objeto é trazer
Jesus e o seu amor. Então, é uma longa jornada.
quarta-feira, dezembro 27, 2017
Lembrancinhas do Natal
sábado, dezembro 23, 2017
Contagem regressiva para 2018
O ano está findando.
Cá estamos novamente soltando fogos.
Cá estamos desejando Feliz Festas.
O tempo parece que encurtou. Os cientistas dizem que não.
É apenas mais curto para os apressados.
Ano passado fiz alguns planos que consegui alcança-los. Outros parecem que estão gestando desde quando nasci. Eu sou persistente, não desisto. A única coisa que poderá me fazer desistir é a morte.
Eu continuo acreditando que um dia o Brasil vai ficar melhor. O povo será mais educado.
Continuo acreditando no Amor, embora tenha um coração que sempre me trai.
Continuo escrevendo no blog, sem se importar com quem venha ler.
Acredito que o melhor de nós é dado a nós mesmos. "Estranho" mas real.
Tudo isso para desejar aos passantes.
Cá estamos novamente soltando fogos.
Cá estamos desejando Feliz Festas.
O tempo parece que encurtou. Os cientistas dizem que não.
É apenas mais curto para os apressados.
Ano passado fiz alguns planos que consegui alcança-los. Outros parecem que estão gestando desde quando nasci. Eu sou persistente, não desisto. A única coisa que poderá me fazer desistir é a morte.
Eu continuo acreditando que um dia o Brasil vai ficar melhor. O povo será mais educado.
Continuo acreditando no Amor, embora tenha um coração que sempre me trai.
Continuo escrevendo no blog, sem se importar com quem venha ler.
Acredito que o melhor de nós é dado a nós mesmos. "Estranho" mas real.
Tudo isso para desejar aos passantes.
FELIZ FESTAS
Que venha 2018 e muitos papers para serem publicados...
Pós-graduação
Fazer pós-graduação é um momento difícil. A folha publicou a reportagem no link abaixo sobre os problemas enfrentados pelos orientandos. Alguns chegam a suicidar-se. Veja
http://m.folha.uol.com.br/ciencia/2017/12/1943862-estudantes-de-mestrado-e-doutorado-relatam-suas-dores-na-pos-graduacao.shtml?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=fb-uol&utm_content=geral
DEPOIMENTO
Quando estava fazendo doutorado, várias coisas aconteceram na minha vida. Entre essas coisas, o que mais causou sofrimento foi descobrir o câncer de pâncreas da Julia (minha mãe). Após três meses da descoberta ela dormiu para sempre. Eu me lembro de estar traduzindo textos e chorando. Lendo chorando. Deprimi total. Foram momentos de muita dor. Algumas pessoas que estavam ao meu lado não entenderam. Eles achavam que eu apenas ficava triste e me tornado briguenta. Os "ensimesmadxs" não entenderam que fazer o doutorado e ver a mãe morrendo é uma dor insuportável.
Além disso, estava estudando um novo objeto. Sofria para entender. Tinha pressão de todo lado. Quando finalizei o doutorado. Olhei no espelho - havia envelhecido e com poucas pessoas ao meu redor. Muitos haviam partido. Eu chorei, mas valeu a pena.
Vale sofrer pela causa que acreditamos.
Caso você esteja ao lado de um doutorando, mestrando entende-o. É um momento difícil demais.
http://m.folha.uol.com.br/ciencia/2017/12/1943862-estudantes-de-mestrado-e-doutorado-relatam-suas-dores-na-pos-graduacao.shtml?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=fb-uol&utm_content=geral
DEPOIMENTO
Quando estava fazendo doutorado, várias coisas aconteceram na minha vida. Entre essas coisas, o que mais causou sofrimento foi descobrir o câncer de pâncreas da Julia (minha mãe). Após três meses da descoberta ela dormiu para sempre. Eu me lembro de estar traduzindo textos e chorando. Lendo chorando. Deprimi total. Foram momentos de muita dor. Algumas pessoas que estavam ao meu lado não entenderam. Eles achavam que eu apenas ficava triste e me tornado briguenta. Os "ensimesmadxs" não entenderam que fazer o doutorado e ver a mãe morrendo é uma dor insuportável.
Além disso, estava estudando um novo objeto. Sofria para entender. Tinha pressão de todo lado. Quando finalizei o doutorado. Olhei no espelho - havia envelhecido e com poucas pessoas ao meu redor. Muitos haviam partido. Eu chorei, mas valeu a pena.
Vale sofrer pela causa que acreditamos.
Caso você esteja ao lado de um doutorando, mestrando entende-o. É um momento difícil demais.
quinta-feira, dezembro 14, 2017
Com Amor, Van Gogh
Ontem, no período da tarde, assisti ao filme Van Gogh. Fiquei impressionada com a ideia transmitida da suspeita de que alguém o tivesse matado. Também me impressionou em saber que a mulher o qual ele teve alguns lances de relacionamentos, viveu 44 anos com o quadro que ele pintou em seu quarto e não teve nenhum outro relacionamento.
Será que apenas naqueles tempos as pessoas realmente declaravam amor e amavam de verdade?
Quem me dera meu coração não ser um traidor.
Também me chamou atenção que após ser ou ter-se baleado ele chama o Theo para conversar sobre a vida e não sobre a morte.
Esse foi realmente, um homem que viveu a sua frente no tempo. Além disso, foi um homem que se estivesse hoje vivo, também não o compreenderíamos.
Enfim, vale a pena assistir ao filme. Totalmente, desenhado a mão.
Será que apenas naqueles tempos as pessoas realmente declaravam amor e amavam de verdade?
Quem me dera meu coração não ser um traidor.
Também me chamou atenção que após ser ou ter-se baleado ele chama o Theo para conversar sobre a vida e não sobre a morte.
Esse foi realmente, um homem que viveu a sua frente no tempo. Além disso, foi um homem que se estivesse hoje vivo, também não o compreenderíamos.
Enfim, vale a pena assistir ao filme. Totalmente, desenhado a mão.
SIMPREV_FMUSP_2017
Na Faculdade de Medicina _FMUSP têm um momento bem interessante. Neste momento, os mestrandos e doutorandos expõem suas pesquisas, são debatidos sobre o objeto do estudo, as vezes, têm conflitos, mas é um momento bom. Esse foi um momento de descontração, momento do café para logo em seguida; discutirmos o Sistema Único de Saúde e os problemas que o Brasil tem enfrentado em suas desigualdades sociais.
Algumas fotinhos para marcar o momento especial.
Afinal, o tempo passa, vamos envelhecendo e as coisas que gostamos são aquelas levaremos para sempre no nosso coração.
Algumas fotinhos para marcar o momento especial.
Afinal, o tempo passa, vamos envelhecendo e as coisas que gostamos são aquelas levaremos para sempre no nosso coração.
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| Curtindo o tocador |
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| Perto de dançar... |
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| Faltou o som na foto... Srº Google |
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| Faltou o lance de descer a escada |
segunda-feira, novembro 20, 2017
São Paulo - Interior
terça-feira, outubro 10, 2017
Unidos para transformar o mundo
Unidos pensando em como transformar o mundo. Projetos, projetos e escritas. Desenhos, músicas, Hermenêutica e vamos em frente.
Referêncial: Bourdieu.
Referêncial: Bourdieu.
segunda-feira, outubro 09, 2017
sábado, setembro 02, 2017
O Facebook
O Facebook é um lugar de narrativas. As narrativas ocorrem de diversas formas. O que me chama atenção é - às pesquisas nacionais e internacionais destacam que, as pessoas estão cada vez mais sentindo-se deprimidas, consomem anti-depressivos, há o aumento do suicídio e assim por diante. Todavia, quando entramos no Facebook temos uma ilha dos prazeres. Há postagens de todos os tipos de felicidades. Pessoas discursando suas felicidades. De fotografias "selfs" à belíssimos lugares como se o mundo estivesse no paraíso.
A construção Paradisíaca do Facebook contradiz a realidade. Fico me perguntando: Qual o motivo dessa "nova" construção do real? No momento em que o sujeito senta na frente do Facebook ele está construindo um mundo o qual gostaria de viver; ou está tratando sua dor? Para quem são postadas as mensagens no Facebook? Há outros questionamentos; todavia fico nestes.
Alguns podem achar essa conversa como blá blá blá. No entanto, falo de minha própria experiência que faço diálogos com algumas pessoas, que na realidade estão em frangalhos. Contudo, ao passar por seus espaços no Facebook lá a vida é maravilhosa. Há pessoas que dizem ser marxistas "de nascimento", mas nas atitudes cotidianas são mais mercenários que o dono da maior empresa mundial. Pessoas que afirmam marxistas e fazem do espaço público um espaço privado, meritocrático. Vivemos uma contradição. Diante de tantas incoerências, me pergunto, que mundo estamos construindo, aonde vamos chegar.
São reflexões que não querem se calar. Minha atitude frente ao Facebook e a vida contraditória são - não postar nada no Facebook e investigar o sofrimento psíquico que está assolando às pessoas que chegam em massa na Atenção Primária à Saúde.
quarta-feira, julho 26, 2017
RACISMO: atravessando o tempo
O racismo é uma prática silenciosa, as vezes, expressado em palavras. Pessoas de pele negra são àquelas que mais sofrem com o racismo. É convencional achar que o racismo parte apenas dos diferentes. Isto é, da pessoa branca. Todavia, há também o racismo proveniente de negro/as para com negro/as. Esse fato ocorre, principalmente, das pessoas negras que se envolvem com brancos e sentem-se "superiores". Pode ser que a pessoa que venha a ler essa mensagem não entenda. Para tanto, esclarecerei.
Existe uma "lenda" que a pessoa negra ao se relacionar com o branco está conseguindo uma mobilidade social. Essa "lenda", "mito" ou seja lá o que queira chamar paira na mente de alguns homens e mulheres negros. Mas por que isso ocorre? Acredito ser uma construção social imposta pelos brancos. Mas será que há mesmo essa mobilidade social?
Negros que se deslocam para os países "embranquecidos", considerados "primeiro mundo", geralmente, procuram se relacionar com brancos a fim de obter inclusão social. Essa foi uma afirmativa que eu mesma ouvi. Que inclusão social? Eu não sei a resposta.
Dialogando com um sociólogo ele me afirmou "essas pessoas são cooptadas pelo capitalismo e suas ideologias". Para ele, dificilmente, essa pessoa consiga se dar conta do problema social que ela e seus pares enfrentam.
Toda essa narração, para colocar o vídeo de Angela Davis e levar o leitor a pensar sobre suas reflexões e perguntas em sua apresentação. Por que os homens negros são violentos para com suas parceiras negras? De onde vêm essa violência? Como trabalhar a violência tanto verbal como física do homem branco para com a mulher branca? As perguntas me inquietaram, pelo fato de haver sofrido agressões verbais de um homem negro, bem próximo.
Abaixo discurso de Angela Davis. Vale a pena escutar pelo menos à partir da 01 hora do vídeo.
Existe uma "lenda" que a pessoa negra ao se relacionar com o branco está conseguindo uma mobilidade social. Essa "lenda", "mito" ou seja lá o que queira chamar paira na mente de alguns homens e mulheres negros. Mas por que isso ocorre? Acredito ser uma construção social imposta pelos brancos. Mas será que há mesmo essa mobilidade social?
Negros que se deslocam para os países "embranquecidos", considerados "primeiro mundo", geralmente, procuram se relacionar com brancos a fim de obter inclusão social. Essa foi uma afirmativa que eu mesma ouvi. Que inclusão social? Eu não sei a resposta.
Dialogando com um sociólogo ele me afirmou "essas pessoas são cooptadas pelo capitalismo e suas ideologias". Para ele, dificilmente, essa pessoa consiga se dar conta do problema social que ela e seus pares enfrentam.
Toda essa narração, para colocar o vídeo de Angela Davis e levar o leitor a pensar sobre suas reflexões e perguntas em sua apresentação. Por que os homens negros são violentos para com suas parceiras negras? De onde vêm essa violência? Como trabalhar a violência tanto verbal como física do homem branco para com a mulher branca? As perguntas me inquietaram, pelo fato de haver sofrido agressões verbais de um homem negro, bem próximo.
Abaixo discurso de Angela Davis. Vale a pena escutar pelo menos à partir da 01 hora do vídeo.
terça-feira, julho 11, 2017
quinta-feira, julho 06, 2017
Sem título
Modernidade para alguns prisões para outros.
Os negros estão nas prisões, ou
matando um ao outro.
Os que sobressaíram-se
negaram suas raízes e, confortavelmente,
foram deitar-se com mulheres brancas,
buscando a inclusão...
Que inclusão?
Inclusão nas citações.
Citam-os que eles venceram.
Venceram por embranquecer-se.
A mulher ao lado se autodenomina - mussarela.
Pensa ela, ser ele faminto com desejo de comê-la
como um queijo amanhecido.
Os negros estão nas prisões, ou
matando um ao outro.
Os que sobressaíram-se
negaram suas raízes e, confortavelmente,
foram deitar-se com mulheres brancas,
buscando a inclusão...
Que inclusão?
Inclusão nas citações.
Citam-os que eles venceram.
Venceram por embranquecer-se.
A mulher ao lado se autodenomina - mussarela.
Pensa ela, ser ele faminto com desejo de comê-la
como um queijo amanhecido.
terça-feira, julho 04, 2017
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