O Sul que resistiu.
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quarta-feira, maio 07, 2025
segunda-feira, janeiro 13, 2025
sábado, janeiro 11, 2025
NEGRAS LÍRICAS
Esse é o título do livro que acabei de ler. A obra aborda a trajetória de duas cantoras líricas negras: Joaquina Maria da Conceição Lapa e Camilla Maria da Conceição. O livro foi escrito por Sérgio Bittencourt-Sampaio, publicado pela 7Letras, no Rio de Janeiro, em 2010, e possui 174 páginas.
Quando comprei o livro, imaginei que encontraria principalmente uma narrativa biográfica sobre a vida das duas cantoras. Entretanto, o autor amplia a discussão ao abordar a música lírica no Brasil e o processo de inserção dessas mulheres negras em um espaço historicamente elitizado e excludente.
Ao longo da obra, também são evidenciados diversos aspectos racistas presentes na sociedade brasileira da época, revelando como o preconceito atravessava a arte, os espaços sociais e o reconhecimento dessas artistas.
A seguir, deixo alguns trechos do livro que me chamaram atenção por evidenciarem conteúdos e discursos racistas daquele período.
Página 61
"A terceira actriz chama-se Joaquina Lapinha. É natural o Brasil e filha de uma mulata, por cujo motivo tem a pele bastante escura. Este inconveniente, porém remedeia-se com cosméticos. Fora disso, tem uma figura impotente boa voz e muito sentimento dramático."
"O naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire, durante permanência na província de São Paulo (começo o século XIX), delarou que, no teatro local, os atores, na maioria mulatos, eram artesões, e as atrizes, prostitutas."O autor narra na pagina 62, primeiro parágrafo que "a pele escura era tida como defeito."
Esses dizeres encontrei enquanto ele escrevia sobre Lapinha.
Ao retratar a Camilla Maria da Conceição não anotei frases, mas acredito que foram menos.
Essa leitura me clareia o que ainda temos na sociedade brasileira, quando olha para o negro. Para essa sociedade o negro deveria ainda estar submisso aos caprichos dos brancos. Entretanto, os negros estão sobressaindo, estudando, trabalhando em locais de destaque. Mas, muitos ainda estão no submundo. O negro que ascendeu, ainda busca o clareamento. Isso é triste.
segunda-feira, janeiro 06, 2025
O vendedor de sonhos
Fui no teatro assistir a peça "O vendedor de sonhos".
A peça retrata um homem que deseja tirar a própria vida e, nesse percurso, encontra outro homem que passa a questionar os valores atribuídos à vida contemporânea. O discurso do ator conduz reflexões sobre o modo como vivemos, nossas prioridades e os sentidos que construímos para a existência. A partir desse encontro, inicia-se um diálogo em que ele tenta apresentar uma nova perspectiva ao personagem que sofre.
Há outras narrativas ao longo da peça, mas essa é a principal e a que sustenta o desenvolvimento da história. A proposta é interessante e provoca reflexões importantes; no entanto, o tema da saúde mental é abordado de maneira bastante superficial, especialmente por se tratar de uma questão complexa, atravessada por múltiplos fatores emocionais, sociais e subjetivos. O texto é de Augusto Cury.
Fui assistir com a amiguinha que arrumei para ser minha companheira de passeios — e isso acabou tornando a experiência ainda mais leve e especial.
sábado, janeiro 04, 2025
Diário
Le canzoni
Son le cose che succedono ogini giorno intorno a noi
Le canzoni basta coglierle c'è una anche per te
Che fai più fatica a vivere e non sorridi mai.
Le canzoni ...
Bons momentos
Grifes
Sentada, olhando a natureza e ouvindo seu canto,
sou interrompida para fazer uma fotografia.Faço a foto após todas as explicações sobre o enquadramento que ela desejava.
Pronto.
Ficou muito bom.
Ainda bem que gostou.Volto a olhar a natureza.
Outra interrupção.— Pena que não trouxe meu maiô da grife tal.
Escuto indiferente.
— Esse maiô vende no Shopping Cidade Jardim.
Interessante. Acho que nunca fui lá.
— Ah, você teria dificuldade para entrar. Lá só tem entrada para carros.
Já tive carro. Não fiz questão de continuar tendo.
— E com essa sua cor, vai ter muitos seguranças andando atrás de você.
Escuto aquilo irritada.
Não apenas interromperam meu silêncio, mas trouxeram consigo a brutalidade humana.Em casa.
As grifes continuam presentes na conversa.
Às vezes penso que ela mantém uma relação quase psicótica com as marcas.
Talvez sejam apenas meus devaneios.A outra.
— Vamos trabalhar. Precisamos deixar a casa limpa.
Elda, venha aqui.
— O que foi?
— Pegue a caixa dos gatos e limpe as fezes.
— Eu? Não tenho gatos nem cachorros para limpar fezes. Não vou fazer isso.
Lá fora,
a única normal observava a natureza
enquanto tomava uma cerveja.
sexta-feira, janeiro 03, 2025
Passagens
O tempo passa lentamente.
As mudanças nos fios do meu cabelo
lembram-me que o tempo passou.
Passam as estações,
muda o ano.
Só não mudam as lembranças,
alegres e tristes,
de sua passagem.
Suas aparições nos meus sonhos...
Acordo assustada.
É um sonho.
quinta-feira, dezembro 26, 2024
Retrospectiva em fotos 2024
Final De Ano
Enfim, o ano finaliza.
Vejo o tempo passar,
e alguns permaneceram durante o ano.
Mas continuamos vivos.
Vamos celebrar a vida
e a saúde.
Essa é a maior dádiva
que possuímos.
quinta-feira, dezembro 05, 2024
domingo, outubro 27, 2024
Gallisa foi lá conferir e cantar
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) são países que buscam ampliar sua influência no cenário internacional.
sábado, outubro 26, 2024
FABRIZIO DE ANDRE' Hotel supramonte
Eu gostaria tanto de entender a mente humana.
Entender os significados das ações
como quem percorre um livro lentamente.
Não simpatizo com a psicologia de muitos psicólogos atuais.
Parece que todos desejam oferecer respostas rápidas,
sem sequer terminar a leitura da dor do outro.
Vejo os anos passarem.
Vejo meus cabelos brancos nascerem
enquanto continuo tentando compreender a vida
e seus significados.
Essa música me foi apresentada,
e eu também me pergunto:
onde foi que tudo deu errado?
A dor daquele momento jamais passou no meu tempo.
Eu estava perdendo aquela que mais amava,
aquela que me trouxe à vida,
enquanto alguns me destratavam
como se nada estivesse acontecendo.
Hoje escrevo e percebo
o quanto foi doloroso.
O quanto me faltou um abraço verdadeiro.
O quanto me faltou uma mão
que me segurasse
e me desse força.
domingo, setembro 22, 2024
A vida e sua esquisitises.
Ontem eu falava com ela.
Hoje, sua matéria desfez-se na terra.
Ontem eu o amava.
Hoje, vejo-o nos braços de outra.
Ontem eu o desejei.
Hoje, descubro sua homossexualidade.
Vida...
Viver é esquisito.
Ou será que o esquisito
está em nós?
Que sentido existe em tudo isso?
Vamos passar.
Vamos nos desmaterializar.
Assim me sinto.
Talvez Henri de Toulouse-Lautrec tenha sentido algo semelhante
no instante daquela pintura.
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| O ambiente - Toulosse Lautrec |






























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