A vida tem sido difícil.
Tudo é tão fugaz
e instável
que a própria existência
parece escapar das mãos.
Essa imprecisão me apreende.
A vida tem sido difícil.
Tudo é tão fugaz
e instável
que a própria existência
parece escapar das mãos.
Essa imprecisão me apreende.
This is one person maybe live in Turkey, USA or Brazil. This man use account in speaky to take money woman that are there to learn English. He use the image Chris Blair. If you are talking with him call the police to him.
I will put here there https:/www.facebook.com/groups/chrisblairecom. He use the photos from Chris Blair.
Foto: Atanas Ilarion
Ano novo.
Novo ciclo sobre velhos conhecidos.
As experiências chegam como bombas silenciosas.
Trazem medo do desconhecido
e do conhecido disfarçado em novas formas.
Amigos.
Amores.
Choros.
Decepções.
Seguimos tecendo um mundo estranho.
Alguns sofrem pela mentira dos outros.
Outros pagam caro por dizer a verdade.
Resta-me observar os passantes
e escolher caminhos,
ainda que atravessados pelo medo.
Abaixo, imagens daqueles
que me lembram da passagem do tempo.
No começo da pandemia tivemos que ficar restritas em casa. Foi difícil para muitas pessoas. pois alguns moravam sozinhos, outros em casas em que haviam desavenças, outros não tinham nem casa para ficar.
Agora, parece que a COVID 19 está se findando. Sua sombra está entre nós não nos permitindo nos abraçarmos como outrora, ou mesmo sairmos e oferecermos um sorriso desmascarado aos nossos amigos.
Entretanto, estamos felizes porque sobrevivemos. Perdemos pessoas queridas e choramos com aqueles que também perderam seus entes queridos. Nós que sobrevivemos temos que nós comprometermos a fazer um mundo um pouco melhor. Esse tem sido o meu compromisso e espero que também seja o compromisso daqueles que por acaso ler esse pensamento.
Recentely, I have a new friend from Turkey. He likes to travel and send to me some pictures from a litle city from Turkey, the name is Bartın city, Amasra town (information about the city). He gives me permission to publish in my blog and I put here... Look the pictures. Congratulations!
Sorry with my poor English. :)
Tantos questionamentos atravessam minha mente.
Ultimamente, vejo muitos brasileiros desejando ser europeus, japoneses, norte-americanos... qualquer coisa, menos brasileiros.
Todos deram seu primeiro choro nesta terra,
mas insistem em pertencer a outro lugar.
Há também essa constante repetição de que “não sabemos escrever português”, como se tudo aquilo que nasce aqui precisasse ser diminuído.
O que haverá de errado com esse povo?
Ou talvez: o que fizeram com esta terra?
Um lugar tão lindo.
Quase paradisíaco em muitos cantos,
mas profundamente desvalorizado.
Desvalorizam a natureza.
Matam a beleza existente
com a feiura de suas próprias ações.
Outro dia li uma frase de Mia Couto que me atravessou:
“Os ricos deveriam se envergonhar de existir tanta pobreza no mundo.”
E Boaventura de Sousa Santos frequentemente relembra que grande parte da riqueza europeia foi construída a partir dos saques coloniais.
Ainda assim, muitos brasileiros seguem autobiografando-se europeus...
Blá blá blá.
Que canseira tudo isso.
Quem dera um dia esta terra tão verde e tão amada
consiga dar a volta por cima.
Hoje lembrei de você, Julia.
Na época em que esteve entre nós,
eu era a fotógrafa.
Por isso, quase não tenho fotos ao seu lado.
Ainda assim, lembro-me de cada clique
que fiz para manter sua memória entre nós.
Você foi uma guerreira.
Uma mulher forte.
Uma mulher que talvez nunca tenha ouvido falar em interseccionalidade
ou exclusão social,
mas que jamais se submeteu a elas.
Você sempre se rebelou.
Tanto que apelidou nossos vizinhos de
“os brancos”.
Na época, eu não compreendia completamente esse apelido.
Hoje entendo suas ações, seus enfrentamentos e sua leitura do mundo.
“Os brancos” podiam entrar nas casas dos pretos,
mas aos pretos não era permitido entrar nas casas dos brancos.
Essas lembranças me atravessam enquanto leio sobre interseccionalidade,
divisão de classes,
racismo
e o que hoje chamamos de marcadores sociais.
Você já enfrentava tudo isso
muito antes de existirem nomes acadêmicos para explicar.
E enfrentava com coragem.
Saudades de você.
Saudades da sua força.
Saudades da sua energia.
Saudades da sua cumplicidade.
Saudades boas.
Elda de Oliveira
Do corpo à alma, me despi.
Tocou-me minhas mãos.
Dormi.
Sozinha.
Sonhos e desejos abandonados.
Nua, sem desejos.
Amanheci.
Elda de Oliveira
2020 morre
e, com ele,
morre parte de mim.
Morreu meu berço esplêndido.
Perdão.
Minhas emoções o assassinaram.
Nele estavam as indecisões
e a dor do óvulo infecundado.
Seu último pulsar
foi por amor.
Aquele amor que não o tocou,
mas o marcou.
Suas memórias continuam
em suas partes vivas.
E na difícil decisão
de mutilá-lo,
realizada com Amor.
Elda de Oliveira
Amo a todos vocês.
FELIZ
NATAL
Músicas Natalinas da Orquestra de Heliopólis