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segunda-feira, outubro 01, 2018

Emamuella

Mais uma vez eu sou tia avó...
Aff..
Estou ficando velha.


segunda-feira, setembro 24, 2018

Minimalismo

Eu sempre fui de ter poucas coisas e, as coisas que tenho sempre tenho preferência em ter aquelas que duram mais. Essa ação que tenho na vida já me rendeu nomes: mão de vaga, escorpião no bolso, dó de gastar dinheiro, casa vazia e ai por diante. Essas falas me incomodavam um pouco, mas nunca me atrapalhou. Jamais pensei em encontrar um grupo que me identificasse, o tempo passou e eu encontrei um grupo. O grupo se identifica como minimalistas. Sem nenhuma dor ou necessidade de destralhar faço parte do grupo.

O minimalismo na minha vida sempre foi um modo de vida. Neste modo de vida, o que se valoriza é a vida, os momentos bons, o aroma bom, as boas parcerias. As vezes, me pegava incomodando algumas pessoas, principalmente, aqueles que são chamados de "parceiros", "namoritos" e por ai vai. Esses momentos, era quando me deixava levar pela ansiedade da sociedade capitalista e do consumo.

Hoje, envelhecendo e prestando maior atenção à vida, valorizando a qualidade que a quantidade de coisas, faço opção por ter pouco. Poucos amigos, pouco referencial teórico e buscando escrever com poucos adjetivos, o que é um desafio.

Esse modo de vida tem me satisfeito. Vejo que alguns pesquisadores estão investigando o que está mudando na sociedade para que os sujeitos optem pelo minimalismo. Eu não sei explicar, pois, meu modo de vida sempre foi nesta direção. Depois irei fotografar minha casa e mostrá-la como ela anda... O legal disso tudo é  escrever sem a mínima pretensão de leitores... Isso também é minimalismo...😊



sexta-feira, setembro 07, 2018

Elda´s



Muitas "eus" e as minhas mudanças... 
Novo corte de cabelo.
Melhor que viver com cabelos presos.







quinta-feira, agosto 30, 2018

Atualizando Walter Bejamin


Ao agressor/a

Escolhi ler Walter Benjamin, depois de escutar Maria Rita Kehl, tão apaixonadamente discorrer sobre o autor. No livro, Obras escolhidas, Magia e Técnica, Artes e Políticas. Em “A Imagem de Proust”, veio a inspiração desta postagem.

Algumas frases me chamaram atenção, como por exemplo, “Um acontecimento vivido é finito, ao passo que um acontecimento lembrado é infinito, porque é apenas uma chave para tudo o que veio antes e depois.”

Frase verdadeira. Na história do meu passado, um fato grita na minha mente e implica o presente. Minhas ações são gotejadas por aquele passado, que me machucou de forma tão leve, no qual outra frase faz sentido,

“As rugas e dobras do rosto são as inscrições deixadas pelas grandes paixões, pelos vícios, pelas intuições que nos falaram, sem que nada percebêssemos, porque nós, os proprietários, não estávamos em casa.”

É ótimo uma leitura que possa dialogar com a nossa existência. Benjamin narrando Proust, trouxe sentido as experiências que vivi. Ontem mesmo, perguntei ao agressor/a o significado daquela história. A resposta foi o silêncio no qual posso fazer qualquer leitura. Assim, a resposta veio por Benjamin.

“A atitude do esnobe não é outra coisa que a contemplação da vida, coerente, organizada e militante, do ponto de vista quimicamente puro, do consumidor. [...] O consumidor puro é o explorador puro.”

O consumir deve ser lido, "agressor/a, sarcástico/a, explorador/a". 

Finalizo, concordando, em partes com o autor de que “Não temos tempo de viver os verdadeiros dramas da existência que nos são destinados.” Para mim, faz mais sentido, de outra forma -  Não temos tempo de entender os dramas da existência, porque mal acaba um entra outro.


Walter Benjamin: A História de Proust.

domingo, agosto 05, 2018

Andando pela cidade

Passeando pelas ruas de São Paulo, observo os passantes que correm inclusive no momento de diversão. Penso...  Por que será que tanto correm? Correm para pegar o ônibus, correm para entrar no metro. Toda essa correria competindo com o tempo que não para e nem espera. Correm para chegar no escritório e sentar e pedir silenciosamente ao tempo que passe rápido.


Baudelaire nos diz "deveis andar sempre embriagados. Tudo consiste nisso: eis a única questão. Para não sentirdes o fardo horrível do tempo, que vos quebra as espáduas, vergando-vos para o chão, é preciso que vos embriagueis sem descanso."

Com toda certeza os apressados de São Paulo não estão embriagados. Estão correndo atras do "ventempo". Entro no Centro Cultural da Paulista. Solicitam que deixe minha bolsa porque talvez correm o risco de perderem um livro de fotografia. Largo a bolsa no bolseiro. Rodo olhando as fotografias nos grandes livros. Não me interessou,naquele momento, aquelas fotos. Após largar os livros, vejo uma moça com bolsa grande e um guarda chuva se despedindo de um homem.

Vou no Centro Cevantes, quem sabe vejo um filme gratuito em espanhol. 


Desculpa senhora a exibição foi ontem. Hoje tem um musical, um mexicano transportou a música popular mexicana para  música clássica. Certifique-se que estou falando em clássico. Não sei se vais gostar. Digo: não, não estou a fim de pagar, queria mesmo o cinema grátis.


A certeza que eu não iria gostar, me irritou ao escutar aquele narrador.  Volto para casa e me ponho a escutar músicas clássicas que me ninou até às 03 horas da manhã. Acordo lembrando da narrativa do recepcionista do Cevantes. "É musica clássica."  Penso.  Talvez o recalque tenha sido por achar que eu deveria gostar de hip hop, funk, ou sei lá o que, ou talvez devido a cor de minha pele. Fiquei na dúvida, mas guardei a dúvida para escrever essa narrativa. 

Uma narrativa que acredito que poucos leem, o que me deixa bem a vontade de escrever. Além disso, não gasto papel e nem ocupo espaço em casa. Adormeci. Acordei com o toque da campainha do apartamento. Era o Marco chegando para finalizarmos o artigo - a interseccionalidade de raça-classe-gênero no campo da saúde coletiva.  Quiça escrevemos sobre interseccionalidade nos passeios culturais noturnos.

terça-feira, julho 31, 2018

Abrasco 2018

Mesa redonda: Uma leitura interseccional do cuidado [...]
Para saber o que rolou na mesa: visite o blog desafiosatuais.blogspot.com

segunda-feira, julho 30, 2018

Artes

Casa da Cultura em Copacabana

Minha mão

Rio de Janeiro e nós duas

Cristo Redentor
Ponte e rio


Dispensa Legenda

Ivone e eu

Ivone e eu
O Rio de Janeiro é maravilhoso. Lindo. A natureza é espetacular.
Tudo bom, exceto alguns moradores que não se igualam a natureza.