Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Contos minimalista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Contos minimalista. Mostrar todas as postagens

domingo, novembro 01, 2015

A mentira por verdade

Ele é mentiroso. Sempre foi aconselhado a tomar por mulher meninas novas. Elas, geralmente, acreditam em conto de fadas. Ele ouvia atentamente os conselhos. Ele era um homem que desejava ser exótico. Passava dias navegando na internet, investigando como poderia mudar sua história. A primeira coisa que decidiu fazer, foi tomar a mentira como verdade. Ele procurou entre as mulheres uma entre a juventude e a vida adulta. Tomou uma  mulher diferente de sua cor da pele por namorada. No princípio ele escondia de todos. Tinha vergonha de exibir-la aos seus amigos.

Com o passar do tempo, acostumou com a mulher.  Assim, resolveu apresentá-la ao seu círculo social, a mulher que escolherá como dele. Ele olha para a mulher e sente que seu reflexo o clareia. Assim, o homem nega sua cor. O seu senho é ter a mesma cor de sua pele. A mulher cunhou-se de mussarela. Dizia estar ela tão branca que parecia um queijo. A  moça, sem conhecer o homem e a utilidade, que faz das mulheres, acredita estar vivendo um grande amor.

Uma certa vez, uma das mulheres que este homem colocou-a em sua cama, ligou. Não surpreendeu-se, ao ser atendida pela mulher mussarela. Ela  bravíssima afirmou: "estou feliz e amando este homem".  Do outro lado da linha, a mulher buscou informar a mulher mussarela, da utilidade que o homem faz das mulheres. Que ela estava sendo um  produto de consumo. Todavia, escutou pi pi pi. O telefone desligou. O homem que toma a mentira por verdade - o mentiroso. Saiu na tentativa de  arrumar os dois lado da questão. Do lado da mulher passada, silenciou-se. Do lado da mulher  mussarela, afirmou que ama-a. Logo, levou-a para cama e fez  sexo aprendido nos livretos de suas horas vagas, consumindo-a.  É assim, continua a vida do mentiroso.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Pássaro polinizador

Todas as manhãs e no cair da tarde; surge no jardim uma passarada; que cantam melodias das estações. As flores com seus estigmas abertos os esperam para polinização, observo atraída ao espetáculo. Um deles desviava-se a mim criando uma coreografia; como se fizesse parte do espetáculo. Aplaudia-os maravilhada. As estações alternavam; as flores transitavam; o colorido variava; e eles a cantarem. Numa manhã de sol contemplando o jardim caíra em minha cabeça um raminho de oliveira. O pássaro sozinho flutuando ao vento; porta-me uma melodia. Deslumbrara, busquei tocá-lo; acariciá-lo; ele esvoaçava; perto o suficiente para ouvi-lo. Sentei. Deixei-o livre, voando e cantando no jardim; na certeza de que sempre o assistirei de perto.
.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Metamorfose

Degas - Singer With a Glove

De tanto cantar transformou-se,
no lugar dos lábios fez-se um Bico.
.