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sábado, março 21, 2009
O outro lado
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terça-feira, outubro 28, 2008
Pintando o primeiro amor
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segunda-feira, outubro 13, 2008
A porta de Lewis Carrol
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Os Oliveiras
Arthur fugindo do sertão nordestino partiu a São Paulo. Como São Paulo era muito distante parou em Montes Claros – MG. Lá, ficou tempo auxiliando os bacanas gastar dinheiro nos cassinos. Com o tempo, não tinha mais cassino nem bacanas então continuou viagem rumo a São Paulo. A cidade de pedra não lhe agradou. Dirigiu-se a Santos. Trabalhou por tempos a fio recepcionando os banhistas. Quando o hotel fechou as portas veio à capital construir a cidade. Acompanhou vários engenheiros construindo São Paulo. Em São Caetano se engraçou por Julieta; moça forte e de família. Pediram então a benção aos pais e ao padre e seguiram.
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Julieta engravidou. Deu a luz à iluminada sofista Ieda. Vendo ser a filha iluminada, resolveram ter uma família bem grande. Concluíram que deveriam ser oito. Assim o fizeram. A vida não lhes era nada fácil com tantas pernaltas correndo, pulando cordas, brincando de esconde-esconde, gastando sapatos à beça. Combateram todas as doenças da infância. Lutaram pela criação do SUS. Adotaram o médico da família. Pleitearam por educação. Compraram livros a prazo na livraria Cultura. Buscaram o lazer e não se esqueceram de ensinar o Pai Nosso. Arthur e Julieta viram São Paulo crescer e fizeram parte desse processo.
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O tempo foi passando e outros chegaram. Alguns vieram olharam provaram e não gostaram. Outros vieram quiseram ficar e foram reprovados. Uns foram aprovados. Os aprovados percebendo que Arthur e Julieta queriam uma família grande sofista e iluminados resolveram participar. Estavam todos felizes com a reprodução não assistida se choraram era de felicidade. Um dia... Subitamente. Dois homens partiram entre tantas mulheres. Eles pararam, choraram e enterraram. Em seguida disseram: Vamos! Nossa terra é a Nova Sião.
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segunda-feira, julho 17, 2006
Já decorou minha carta de amor?
Fernando disse que as cartas de amor são ridículas! Ah!Concordo que são ridículos os que não sabem escrever as cartas esdrúxulas. Cartas aos machões, durões, aos caras pro céu que nunca encontram o que procuram; nem mesmo as cartas de amor ridículas; deixadas nos recentes livros adquiridos. São ridículas, porque são escritas com o coração e no fundo todos fingem não notar o que estão lendo. Se perguntarmos; saberão desde a primeira frase à última.
Quando eles sentem-se ofendidos por estendemos um pouco mais seus nomes, por exemplo: Fernandooooo. Escreva uma carta de amor desenhada de florzinhas rosa. Eles ofendem-se, fintam que não receberam a carta; tudo pra ganhar uma nova carta de amor perfumada e ridícula... Lógico.
Escrevo sempre cartas de amor ridículas; sabe o que acontece?
No primeiro momento: Ignorada... Dizem: Não li, não me interessa. Mas com o passar do tempo no diálogo lá estão às frases da carta de amor ridícula...
Jamais deixarei de escrever cartas de amor. É tão bom...Elas podem ser ridículas para todos; mas concordo com Fernando; quem ainda não escreveu uma carta de amor ridícula?Aqueles que não o fizeram; estão perdendo! Acredito que se não fizeram na realidade, já o fizeram em sonhos...
Ultimamente sou escritora de carta de amor ridícula. Convido vocês há deixarem um pouco a assiduidade e enviarem cartas de amor; mesmo ridículas.
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